Faça já sua adesão à campanha reajuste zero! Basta clicar neste link www.twibbonize.com/reajustezero e aplicar a sua foto no selo. Depois, compartilhe em suas redes sociais. Não esqueça de compartilhar a campanha com os colegas.
A campanha Reajuste Zero ganha as redes sociais! Você, empregado ou aposentado da CAIXA, também pode personalizar sua foto nas redes sociais e mostrar seu apoio à campanha. A mobilização digital faz parte das ações que as entidades representativas dos trabalhadores e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) estão realizando para barrar o aumento nas mensalidades e conquistar melhorias no plano de saúde.
As empregadas e empregados da CAIXA estão em campanha contra qualquer reajuste nos valores cobrados dos usuários do plano de saúde. Os trabalhadores também vão cobrar da CAIXA a manutenção das premissas que nortearam a construção do plano de saúde: os princípios de solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo.
Queremos o fim do teto do Saúde Caixa e reajuste zero
Apesar de a Caixa prometer uma solução sustentável para o plano de saúde dos empregados, a CEE manifesta preocupação com o balanço financeiro da assistência. A arrecadação no primeiro semestre deste ano somou R$ 1,7 bilhão, enquanto as despesas chegaram a R$ 2,1 bilhões, o que gerou um déficit que deve se agravar até dezembro.
O Saúde Caixa tem hoje aproximadamente 125 mil titulares. Em janeiro, a evasão foi grande, com 1.156 pedidos de desligamento.
Segundo a empresa, 90% dos custos da assistência se concentram nos últimos seis meses de vida dos participantes. A CEE também cobrou reajuste zero e o fim do teto de 6,5% de custeio do plano, que transfere mais encargos para os empregados. O banco, que lucrou R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, tem condições de aumentar a contribuição. Embora as negociações aconteçam há dois anos, a Caixa não apresentou resoluções concretas.
Os bancários e bancárias da Caixa precisam se mobilizar em defesa do Saúde Caixa, tendo em vista que o aumento do custeio com mensalidades mais altas podem provocar uma significativa evasão, o que pode significar o fim do próprio plano, um desastre para a categoria.
Caixa prevê cobrar 17 mensalidades e reajuste de até 71,4% para o Saúde Caixa em 2026.
Os representantes da diretoria do banco reafirmam que a orientação da direção é de manter a participação da empresa no custeio do plano congelada em 6,5% da folha, de acordo com o estatuto da instituição. Esta restrição foi imposta em 2017 por Gilberto Occhi, e posteriormente mantida nas mudanças estatutárias promovidas por Pedro Guimarães, em 2021, e por Carlos Vieira, em 2025. A limitação impede a aplicação da proporção de custeio 70/30, e, com efeito, faz com que os empregados arquem com todo o crescimento dos custos do plano, já que a participação do banco mantêm-se congelada.
Como resultado da decisão da diretoria da instituição, a empresa prevê um enorme reajuste nas mensalidades: para o titular, a alíquota passaria dos atuais 3,5% para 5,5%, para cada dependente inscrito passaria de R$ 480,00 para R$ 672,00, e o limite de cobrança do somatório das mensalidades do titular e de dependentes diretos passaria de 7% para 12%. Além deste aumento, a empresa calculou cobrar 17 contribuições em 2026, para custear o déficit de 2025 (que deve ficar entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões, bem acima das reservas que o plano mantém, de R$ 100 milhões).
Os representantes da direção, apresentaram um novo desenho de custeio das mensalidades, com cobranças de acordo com a faixa etária e totalmente individualizadas, já que, pela análise da direção da Caixa, os princípios da solidariedade e do pacto intergeracional não são mais convenientes.
As opções apresentadas pela Caixa representam tirar dezenas de milhares de colegas e seus dependentes do plano, pois muitos de nós não teremos condições financeiras de permanecer.
A CTB defende uma ampla mobilização nacional com manifestações e atraso de uma hora no início do expediente, contudo é necessário a unidade da categoria em todo o país.100