COPOM MANTÉM SELIC EM 15% E PENALIZA TRABALHADORES E POPULAÇÃO

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O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, anunciou no início da noite de ontem (17) a manutenção da taxa básica de juros do Brasil (Selic) em 15% ao ano. A decisão, esperada pelos analistas e instituições financeiras, ignora as necessidades da população e do setor produtivo, mantendo os brasileiros entre os mais penalizados por juros elevados no mundo.

Formado pelo presidente do Banco Central e por seus diretores, o Copom se reúne a cada 45 dias por dois dias consecutivos, avaliando cenário econômico, inflação, contas públicas, liquidez e riscos externos. Na reunião anterior, em julho, o comitê já havia deixado de reduzir a Selic, sob justificativa de fatores externos, como políticas comerciais e fiscais dos Estados Unidos, e pôr a inflação permanecer acima da meta.

A política de juros altos aumenta o endividamento da população e compromete a renda do trabalhador. Um financiamento de casa ou carro se torna quase proibitivo, enquanto estimular o consumo das famílias e do setor produtivo com crédito a juros justos é o caminho para controlar a inflação sem penalizar o povo.

Impactos sobre famílias e Estado

O ciclo recente de elevação da Selic, iniciado em 2021, resultou em aumentos contínuos, acelerados a partir do ano passado. Segundo o economista do Dieese, Gustavo Cavarzan, a média de juros cobrados à população saltou de 36% ao ano, em 2021, para mais de 56% em 2025.

O aumento de 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira representará um gasto adicional de R$ 12,2 bilhões ao governo no ano, enquanto nos últimos 12 meses a União desembolsou R$ 928,4 bilhões com juros da dívida – mais de cinco vezes o orçamento da Educação e três vezes o da Saúde.

Selic e economia

O Banco Central utiliza a Selic para controlar a inflação, mas taxas elevadas também dificultam expansão econômica, elevam o custo do crédito e reduzem consumo e investimento. Quando a Selic é reduzida, o crédito fica mais barato, estimulando produção e consumo, o que contribui para o crescimento econômico sem descontrole inflacionário.

Fonte: Contraf

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