O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou ontem (22), em Nova York, que a França reconhece oficialmente o Estado da Palestina.
O gesto, feito durante conferência organizada pela França e pela Arábia Saudita às vésperas da abertura da Assembleia-Geral da ONU, foi recebido com aplausos e uma ovação de pé da delegação palestina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou do encontro e defendeu a decisão. Disse que o gesto “ajuda a restabelecer a esperança” e reforçou que o Brasil continuará apoiando o direito dos palestinos à autodeterminação.
O movimento francês marca uma ruptura aberta com Washington e aumenta o isolamento diplomático de Israel em meio à guerra em Gaza.
Em tom enfático, disse que a urgência da decisão decorre do colapso humanitário em Gaza e da escalada de tensões na Cisjordânia.
O líder francês tentou enquadrar a medida não como um gesto hostil a Israel, mas como um passo necessário para manter viva a perspectiva de uma solução negociada.
Explicou ainda que o processo de reconhecimento será gradual. A França só abrirá uma embaixada na Palestina após a libertação dos reféns em Gaza e a implementação de um cessar-fogo.
O evento simbolizou o isolamento de Israel e dos EUA, cujas mesas permaneceram vazias durante as sessões.
Ainda assim, a ausência física não impediu o tom hostil. O embaixador israelense Danny Danon chamou a conferência de “circo” e prometeu retaliações.
Netanyahu, em comunicado, repetiu que “um Estado palestino não será estabelecido a oeste do rio Jordão”.
Fonte: Vermelho