Em reunião coletiva realizada nesta sexta-feira, 3 de outubro, a direção do Banco do Brasil anunciou mudanças importantes no sistema de remuneração, jornada de trabalho, regras de nomeação, entre outros pontos que impactam o funcionalismo. As mudanças atingem funcionários e funcionárias que ocupam as funções de assessor I, II e III em unidades estratégicas da instituição.
O movimento sindical foi surpreendido pelo anúncio, que ocorreu sem qualquer transparência ou negociação prévia.
A convocação para a reunião também ocorreu às pressas, no final do expediente desta quinta-feira, 2 de outubro, o que abriu espaço para especulações e rumores. É fundamental destacar, novamente, que não houve negociação coletiva sobre as mudanças, impostas de forma autoritária.
A postura do Banco do Brasil atenta contra a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o Acordo Coletivo de Trabalho aditivo firmado com o BB. Estes instrumentos definem a negociação coletiva como o caminho legítimo para tratar de temas que impactam a vida e a carreira de funcionárias e funcionários.
Outro ponto a ser destacado é que a “adesão voluntária” não pode ser utilizada para impor retirada de direitos, reduções salariais ou piora nas condições de trabalho da categoria. Em reestruturações anteriores, ficaram evidenciados os prejuízos causados aos trabalhadores, apesar de as mudanças serem apresentadas, inicialmente, como favoráveis.
Fonte: Bancários BH