CORPOS EXAUSTOS, SISTEMA DOENTE

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O aumento alarmante dos casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) no Brasil revela mais do que um problema de saúde pública, expõe as consequências de um modelo de trabalho que adoece e mata. Popularmente conhecido como derrame, o AVC já está entre as principais causas de morte e incapacidade no país. Dados da consultoria Planisa mostram que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre vítima da doença.

Entre 2019 e 2023, os custos hospitalares relacionados ao AVC mais do que dobraram, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. No mesmo período, as internações saltaram de 8.380 para 21.061. Por trás dos números, estão jornadas cada vez mais longas, metas inatingíveis e um cotidiano de pressão que transforma a saúde do trabalhador em um custo descartável.

A rotina marcada por estresse, falta de descanso e alimentação inadequada tornou-se  terreno fértil para doenças cardiovasculares. O corpo reage ao ritmo imposto por um sistema que prioriza a produtividade e o lucro, em detrimento da vida e do equilíbrio físico e mental.

Entre os principais fatores de risco apontados por especialistas estão hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, obesidade, tabagismo, uso de drogas, idade avançada e histórico familiar.

Fonte: SBBA

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