TRABALHADORES VÃO ÀS RUAS, NESTA TERÇA (4), PARA EXIGIR QUEDA NA SELIC

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O Copom se reúne a cada 45 dias por dois dias consecutivos para, com base em avaliação do cenário econômico e na inflação, redefinir a Selic. Nos dois últimos encontros, realizados em julho e setembro, a entidade decidiu manter o índice em 15% ao ano. Por esse motivo protesto está sendo organizado para esta terça-feira (4), quando o Comitê de Políticas Monetárias (Copom), do Banco Central (BC), voltará a se reunir para rediscutir o índice.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. “Esse nível absurdo, de mais de dois dígitos, faz com que o Brasil lidere hoje o ranking dos países com as maiores taxas de juros reais do mundo. O que penaliza a população e trava a economia.

Os movimentos sindicais também apontam que a manutenção da Selic elevada colabora somente para o rentismo, termo para um sistema econômico em que poucos se apropriam dos recursos de muitos. Como os títulos da dívida pública no Brasil são, em sua maioria, remunerados pela Selic, os recursos financeiros que poderiam ser direcionados para a economia real, portanto à produção de empregos, acabam sendo desviados para o ganho fácil das aplicações financeiras.

Não há dúvidas de que é, sim, possível reduzir a Selic. A inflação no Brasil não tem nada a ver com a taxa Selic, porque não é uma inflação de demanda (de uma economia superaquecida). A inflação de hoje é por elevação dos preços pelos oligopólios, ‘profit inflation’ (inflação gerada por elevação de lucros), para terem lucros maiores. Ou seja, a taxa Selic nas alturas está gerando lucros para os mais ricos.

No Japão, por exemplo, a taxa básica de juros subiu (em julho passado) de 0,25% para 0,5% – essa é a ordem de grandeza. Aqui, no Brasil, a Selic em 15% não é política monetária, é uma apropriação indevida de recursos públicos, dos nossos impostos. Reduzir a taxa Selic vai redirecionar o dinheiro para investimentos produtivos.

Fonte: Vermelho

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