O Brasil está próximo de distribuir a primeira vacina nacional contra a dengue. Até dezembro a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan será aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O registro foi solicitado em dezembro de 2024.
O anúncio ocorreu durante o lançamento da campanha “Não dê chance para dengue, Zika e chikungunya”, na segunda-feira (3). O cronograma pensado pela pasta prevê o início da aplicação da vacina 100% brasileira no primeiro semestre de 2026, sendo que os técnicos ainda definirão a melhor estratégia de imunização após o registro.
A expectativa é de entregar 40 milhões de doses no próximo ano. Esse grande contingente de fabricação acontece devido à parceria com a farmacêutica chinesa WuXi Biologics. No entanto, no ato de assinatura do acordo entre o Ministério e o Butantan, no início do ano, a ideia era uma produção de 60 milhões de doses.
Em 2025 houve uma redução de 75% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Os possíveis casos de dengue registrados até o momento somam 1,6 milhão, enquanto os óbitos 1.702. Os números sobre esses e outros casos podem ser acompanhados pelo Painel de Arboviroses.
Mesmo com a queda proporcional, os valores ainda são altos, uma vez que 2024 foi considerado o ano mais letal da história da doença no país com 6.321 mortes e mais de 6,6 milhões de casos prováveis.
Em 2025, o estado de São Paulo é o que concentra o maior número de mortes, 64%, e de casos, 55%, seguido por Minas Gerais com 7% das mortes e 9,8% dos casos.
Ainda no lançamento da campanha, foi anunciado o investimento de R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de novas tecnologias de controle vetorial no país, em combate ao mosquito vetor da dengue, o Aedes aegypti. Para isso, uma das estratégias potencializadas é a ampliação da utilização de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que diminui drasticamente a reprodução dos insetos e bloqueia a transmissão do vírus.
Atualmente, o Brasil já distribui a vacina contra a dengue Qdenga, da fabricante japonesa Takeda Pharma, para crianças de 10 a 14 anos de idade em municípios com altos índices de infecção.
Fonte: Vermelho