O Bradesco segue aprofundando um processo de cortes que tem prejudicado trabalhadores e a população. No mês de novembro, uma gerente foi demitida em Ibicaraí, elevando para oito o número de bancários desligados este ano na base do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região.
A demissão ocorre em um cenário nacional de forte redução de estruturas e serviços. De junho de 2024 a junho de 2025, segundo dados do próprio banco, o Bradesco fechou 342 agências e eliminou 1.002 postos de atendimento no país. Além disso, 127 unidades do Bradesco Expresso foram encerradas, diminuindo ainda mais a presença do banco, especialmente em municípios do interior.
Na Bahia e em Sergipe, o movimento é semelhante: diversas unidades foram fechadas nos últimos meses, deixando comunidades inteiras sem atendimento físico. Em pequenas cidades, a população soma longas viagens e filas a um serviço cada vez mais lento, resultado do enxugamento das equipes e da sobrecarga dos funcionários que permanecem no banco.
A redução do quadro de trabalhadores, além de prejudicar o atendimento, aumenta a pressão e o adoecimento entre quem fica. Para o movimento sindical, não há justificativa para as demissões, visto que nos nove primeiros meses de 2025 o Bradesco acumula um lucro líquido de R$ 18,136 bilhões.
O Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região mantém-se em alerta e continuará denunciando o desmonte promovido pelo Bradesco, defendendo o emprego, a saúde dos bancários e o direito da população a um atendimento digno e de qualidade.