Sete projetos de mineração de terras raras no Brasil estão em fase pré-operacional e têm investimentos previstos de até R$ 13,2 bilhões. Os interesses dos investidores locais e estrangeiros estão principalmente em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe.
As empresas apostam nas reservas brasileiras porque são as maiores do mundo, depois das chinesas. Os elementos são estratégicos para áreas como as de transição energética, tecnologia e Defesa.
“Elas poderiam ajudar a reduzir a dependência de países do Ocidente de terras raras da China, que responde por 69% da produção global e por 91% do refino. Esse grupo é formado por 17 metais, como lantânio, samário, térbio e lutécio, encontrados em abundância no mundo, porém com processos de extração e refino caros e complexos”, diz reportagem do Valor publicada ontem (18).
Entre as empresas interessadas na exploração mineral no Brasil, que estão listadas em bolsas da Austrália e Canadá, além da Nasdaq, algumas têm operação prevista para 2028.
No Amazonas, o projeto é da Brazilian Critical Minerals (BCM), que prevê investimento de R$ 285 milhões. A mineradora ainda não possui uma previsão para entrar em operação.
Com investimentos da ordem de R$ 4,5 bilhões, as empresas Aclara Resources e a Atlas Critical Minerals querem explorar terras raras em Goiás, mas encontram dificuldades como a “multiplicidade de órgãos envolvidos no processo de licenciamento ambiental e a ausência de clientes no Brasil”.
O estado, porém, possui a única mina em operação comercial no país, que é a Mineração Serra Verde. A empresa anunciou que obteve financiamento de US$ 565 milhões (R$ 2,9 bilhões ao câmbio atual) do DFC, o banco de desenvolvimento americano.
Em Minas Gerais, estão cinco projetos com investimentos da ordem de R$ 9,5 bilhões das empresas Terra Brasil, Meteoric Resources, Atlas Critical Minerals, St. George Mining e Viridis Mining & Minerals.
Problemas
Para concretizar os investimentos, o país ainda enfrenta algumas barreiras: licenciamento ambiental complexo e demorado; ausência de contratos “offtake” [de compra e venda antecipada da produção]; insegurança jurídica e falta de políticas nacionais consolidadas para minerais críticos; e dificuldade de acesso a crédito para empresas juniores, que buscam capital fora do país.
Fonte: Vermelho