A recessão técnica é quando ocorre a queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres consecutivos na comparação com o trimestre anterior. E é isso que está prestes a acontecer com a Argentina, que tem 99% de possibilidade de ter a atividade econômica contraída nos próximos seis meses.
Esse percentual foi calculado pelo Centro de Pesquisa Financeira da Universidade Torcuato Di Tella, na Argentina, e divulgado na última quinta-feira (19). O dado respalda previsões de dezembro, quando a probabilidade de a recessão atingir o país governado por Javier Milei já estava em 98%.
Assim, contrariando todas as informações econômicas que a mídia liberal tenta emplacar sobre a situação econômica na Argentina, o Centro de Pesquisa revela que, no mundo real, a situação é bem diferente.
Para se chegar ao resultado, utiliza-se o Índice Líder (IL), metodologia composta “por dez séries selecionadas dentre mais de cem, com base nos critérios de conformidade, consistência temporal, racionalidade econômica, representatividade, disponibilidade e atualidade”.
São levados em conta o índice da Bolsa de Valores, as vendas do setor automotivo, a produção de soja, a receita do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e os Índices de Confiança do Consumidor e de Produção Industrial do próprio centro, entre outros componentes.
O mais recente dado do IL mostrou que janeiro registrou queda de 0,58% na atividade econômica, respaldando dados de novembro e dezembro do ano passado que apontavam para o risco de recessão.
Em termos anuais, o Índice Líder diminuiu 1,99% em comparação com janeiro de 2025 na série sazonalmente ajustada.
Ao site argentino Página 12, o pesquisador Martín González Rozada, um dos responsáveis pelo estudo, comenta os fatores que rebaixaram o índice no mês: “A queda do IL em janeiro deve-se principalmente ao declínio dos índices do mercado de ações, dos índices de produção industrial e da receita do IVA em termos reais”, observa.
Fonte: Vermelho