FIM DA ESCALA 6X1 É FACTÍVEL

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O fim da escala 6×1 é factível e sustentável do ponto de vista econômico e social. A opinião é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, de que é possível avançar na pauta, está em concordância plena com o que defende o movimento sindical. Urge a necessidade de reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salários.

Contrariando o que diz o setor empresarial, de que o fim do modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso causaria prejuízos, o ministro afirma que “a redução da jornada também produz um ambiente de trabalho mais saudável, levando a um aumento de produtividade e evitando custos com afastamentos por acidentes e doenças psíquicas”, completou.

Pensar um equilíbrio entre saúde e trabalho é emergencial. O alto índice de adoecimento comprova. Ano passado, o Brasil registrou 4 milhões de afastamentos, dos quais 546 mil por saúde mental. Corpo e mente precisam de descanso. Se até as máquinas param, imagine o ser humano.

A jornada exaustiva não é um problema isolado do Brasil. Por isto mesmo, outros países já discutem o tema. Na Europa, países como França, Alemanha, Portugal e Espanha trabalham com jornadas inferiores a este limite. No caso da América Latina, no Chile já foi aprovada a transição para 40 horas semanais de forma progressiva até 2028, o México aprovou a redução da jornada de 48 para 40 horas semanais e no Equador a carga já está prevista em lei.

Fonte: SBBA

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