BANCÁRIAS COBRAM EQUIDADE SALARIAL E AVANÇOS NA INCLUSÃO DE MULHERES NO SETOR

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O Comando Nacional dos Bancários reuniu-se com a Fenaban, ontem (31/03) para discutir igualdade de oportunidades, abordando a desigualdade salarial e de ascensão entre homens e mulheres, o programa “Mais Mulheres na TI” e os canais de combate à violência de gênero.

As bancárias recebem, em média, 19% menos que os homens, chegando a 34,5% entre mulheres negras. Apesar do compromisso dos bancos com a paridade salarial, o Dieese estima que isso só será alcançado em 46 anos. O Comando Nacional cobra maior transparência nos dados salariais.

A desigualdade aumenta nos altos cargos: enquanto escriturárias recebem 96% do salário dos homens, dirigentes e gerentes ganham apenas 68,9%. Além disso, entre 2020 e 2024, os bancos fecharam 17.066 postos de trabalho, sendo 95,7% ocupados por mulheres.

A presença feminina na área de TI caiu de 31,9% para 25,2% em uma década. Para reverter esse cenário, foram conquistadas 3.100 bolsas de estudo para mulheres na tecnologia, com mais de 1.000 já ocupadas na primeira fase do programa “Mais Mulheres na TI”.

Os canais de combate à violência doméstica atendem bancárias em situação de risco. Atualmente, 84% dos bancos possuem esses canais, e outros 11% planejam implementá-los até 2025. O programa sindical “Basta!” já realizou mais de 500 atendimentos desde 2021.

Uma nova reunião será realizada em abril para discutir a diferença salarial e propostas de equidade com as áreas de RH dos bancos.

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