Os bancos privados Itaú e Bradesco seguem promovendo o fechamento de agências em todo o estado da Bahia, deixando mais de 70 mil clientes sem atendimento presencial adequado e gerando apreensão entre os trabalhadores do setor bancário.
Em Salvador, o Itaú já encerrou ou anunciou o encerramento das agências localizadas nos bairros de Brotas, Cabula e Imbuí, únicas unidades da instituição nesses bairros. Com isso, clientes estão sendo direcionados para bairros mais distantes, e cerca de 72 mil pessoas, entre elas muitos aposentados e beneficiários do INSS, serão diretamente impactadas. Embora o banco afirme que não haverá demissões, os funcionários ainda não receberam definição sobre suas transferências.
Em outras regiões, o Bradesco já desativou ao menos 26 agências em municípios como Mucugê, Mar Grande, Cairu, Rodelas, Ibitiara, Ibicaraí, Floresta Azul e Laje. Em diversas localidades, essas agências eram as únicas disponíveis, o que aumenta ainda mais os transtornos à população, sobretudo para quem depende do atendimento presencial.
O movimento sindical denuncia que o fechamento das agências desrespeita clientes e trabalhadores. A redução dos serviços físicos, sob o argumento da digitalização, ignora a realidade de milhares de brasileiros, especialmente idosos, pessoas com baixa escolaridade e moradores de regiões com acesso precário à internet.
Apesar da redução drástica no número de unidades físicas, os lucros seguem em alta. O Itaú fechou o primeiro trimestre de 2025 com R$ 11,12 bilhões de lucro líquido recorrente, um crescimento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Feebbase