Enquanto os bancos seguem batendo recordes de lucro, a saúde dos bancários é tratada com descaso. Essa foi a tônica da reunião realizada na segunda-feira (30/06), em São Paulo, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
A pauta é urgente: saúde mental e a implementação das Normas Regulamentadoras (NRs) nº 1 e nº 17, que tratam da organização do trabalho e da proteção à saúde dos trabalhadores. No entanto, novamente, a resposta das empresas ficou aquém do esperado.
A categoria vive uma realidade marcada por metas abusivas, assédio institucionalizado e gestões baseadas na pressão. O resultado é o crescente adoecimento físico e emocional. Ainda assim, os bancos pedem mais tempo. Alegam que não conseguiram concluir uma simples cartilha de orientações sobre assédio e ambiente saudável, compromisso assumido na reunião anterior, em abril.
A Norma Regulamentadora nº 1, atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, tem prazo para ser implementada até maio de 2026. Mas os Sindicatos alertam: o adoecimento não pode esperar. Os bancários exigem a aplicação imediata das diretrizes, com participação ativa dos sindicatos, construção paritária dos programas de prevenção e enfrentamento real das causas do sofrimento psíquico – metas inalcançáveis, assédio e falta de autonomia.
Também foi cobrado o uso de ferramentas de avaliação transparentes e a garantia de que o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) reflita a realidade vivida nos locais de trabalho, e não apenas relatórios distantes da prática.
Fonte: SBBA