Sindicatos de bancários das maiores cidades do país, realizaram ontem (22), manifestações em agências e unidades administrativas da Caixa Econômica Federal para reivindicar reajuste zero nas mensalidades do Saúde Caixa, o plano de saúde das empregadas e empregados do banco. A melhoria da rede credenciada, a continuidade das contribuições da Caixa após a aposentadoria para os contratados depois de 2018, e a manutenção dos princípios da solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo são outras reivindicações dos trabalhadores.
Em 2024, 45,4% das despesas do plano de saúde foram pagos pelos trabalhadores. O percentual pago pela Caixa (54,6%) está muito abaixo dos 70% definidos no Acordo Coletivo específico do plano, que é também o percentual permitido pela resolução 52 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).
Isso acontece porque o valor que o banco gasta com a saúde de seus empregados alcança os 6,5% da folha salarial, limite imposto pelo próprio banco em seu Estatuto Social.
Como a inflação dos custos médicos sobe mais do que os salários do pessoal da Caixa, se o banco não acabar com esse limite de gastos com a saúde de seus empregados, o percentual a ser pago pelos trabalhadores tende a aumentar ainda mais.
Negociações
A vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa se encerra no final de 2025. As negociações para o estabelecimento de um novo acordo já começaram.
A principal reivindicação dos trabalhadores é a manutenção do modelo de custeio 70/30, que estabelece que a Caixa se responsabiliza pelo pagamento de 70% dos custos do plano e os empregados com 30%. Sem o teto de gastos da Caixa, hoje definido em 6,5% da folha salarial do quadro de trabalho da Caixa. A próxima reunião de negociação está marcada para o dia 14 de agosto.
Fonte: Contraf