O Banco Santander lucrou R$ 7,5 bilhões no Brasil no primeiro semestre de 2025, um crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar do desempenho positivo, o banco eliminou 1.173 postos de trabalho nos últimos 12 meses e fechou 561 pontos de atendimento. Os dados escancaram a contradição entre os ganhos crescentes e o desmonte da estrutura física e humana.
A política de redução de custos adotada pelo Santander no Brasil tem se mostrado mais agressiva do que em outros países da América e até mesmo em comparação com a matriz na Espanha. Essa estratégia resultou em um número significativo de demissões, impactando especialmente as mulheres. Enquanto elas já representaram 59% do quadro de funcionários, atualmente somam apenas 43%, conforme dados do Relatório de Transparência do Governo Federal. A medida evidencia um retrocesso na representatividade feminina e não tem gerado benefícios concretos para os trabalhadores, os clientes ou a sociedade brasileira.
O banco, que deveria atuar promovendo o acesso da população aos serviços financeiros e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país, tem adotado práticas que caminham na direção oposta. Diante desse cenário, as entidades sindicais permanecem mobilizadas em defesa do emprego bancário, por melhores condições de trabalho e por um atendimento de qualidade à população.
Globalmente, o banco teve lucro de € 6,833 bilhões no período, alta de 13% em doze meses. A operação brasileira foi a segunda mais lucrativa do grupo, com € 996 milhões, atrás apenas da matriz na Espanha (€ 2,258 bilhões), representando 14,6% do lucro global.
Redução no quadro e fechamento de agências
Ao final de junho de 2025, o Santander contava com 53.918 empregados, frente aos 55.091 de junho de 2024. Em doze meses, foram 1.173 demissões líquidas. No mesmo período, a base de clientes aumentou em 4,5 milhões, atingindo 71,7 milhões de pessoas. Já no que se refere à estrutura física, o banco fechou 561 unidades de atendimento em um ano, das quais 159 no último trimestre.
Fonte: Bancários BH