SOBRECARGA E DESCASO: ITAÚ IMPÕE CONDIÇÕES DESUMANAS AOS TRABALHADORES DA AGÊNCIA DE ITABUNA

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Enquanto o Itaú Unibanco soma um lucro bilionário de R$ 11,5 bilhões apenas no segundo trimestre de 2025, os trabalhadores da agência de Itabuna enfrentam um cenário de caos e sobrecarga.

De um quadro com 15 funcionários, apenas 6 estão trabalhando. Há colegas afastados, outros de férias e até mesmo funcionários emprestados para outras agências. Para piorar, está programado um curso na próxima semana, o que deve reduzir o efetivo para apenas 4 ou 5 pessoas.

Mesmo com a equipe reduzida, as metas continuam as mesmas e a cobrança é diária, com reuniões constantes, inclusive durante o expediente, prejudicando o atendimento à população. O resultado é uma rotina de exaustão, estresse, adoecimento para os bancários e um atendimento cada vez pior aos clientes.

Os relatos recebidos pelo sindicato são muito graves: uma cliente gestante passou mal enquanto aguardava atendimento e outra quase agrediu um funcionário devido ao longo tempo de espera. Essa situação é insustentável, um completo descaso do banco com a saúde dos trabalhadores e um completo desrespeito ao público.

Enquanto o Itaú aumenta consideravelmente seus lucros e fecha agências, o que se vê nas unidades é o oposto da propaganda institucional: trabalhadores adoecendo, clientes revoltados e um banco que coloca o lucro acima das pessoas.

Recentemente, o Itaú demitiu 1.175 funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou home office em SP, monitorados sem transparência e sem qualquer oportunidade de defesa. Os trabalhadores não receberam alertas nem feedbacks do banco que lhes permitissem corrigir eventuais condutas antes da demissão.

Embora essas dispensas não tenham ocorrido na nossa base, o episódio é revelador e escancara o tipo de tratamento que o Itaú reserva aos seus próprios empregados — justamente aqueles responsáveis por sustentar o crescimento e o lucro bilionário do banco ano após ano.

O Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região repudia essa política desumana e exige que o Itaú recomponha imediatamente o quadro de funcionários, reveja as metas abusivas e respeite os direitos dos trabalhadores e dos clientes.

Lucros recordes não podem ser construídos sobre o sofrimento de quem trabalha e o desrespeito a quem precisa do serviço bancário.

Fonte: Redação

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