O mês da Consciência Negra começa e exige mais que homenagens: pede reflexão e ação concreta. Ainda é preciso enfrentar o racismo estrutural que molda comportamentos, relações sociais e políticas públicas no país. Novembro é tempo de reafirmar que o Brasil precisa romper com práticas e discursos que naturalizam a violência e perpetuam a exclusão.
Os dados são alarmantes: 79% das vítimas de mortes violentas no Brasil são negras. Homens negros seguem como principais alvos da violência letal, expostos a uma política de segurança que transforma comunidades em territórios de guerra.
Enquanto isso, a seletividade racial do Estado é evidente — jovens negros das periferias enfrentam abordagens violentas, enquanto criminosos de colarinho branco recebem tratamento privilegiado.
A violência racial estrutura a sociedade brasileira há séculos, do trabalho escravizado ao encarceramento em massa. A população negra continua nas posições mais precarizadas e vulneráveis.
Neste 20 de Novembro, a consciência precisa se traduzir em compromisso real com a igualdade racial. Valorizar vidas negras é dever do Estado e de toda a sociedade. Não haverá democracia enquanto a cor da pele definir quem vive, quem morre e quem tem voz.
Com informações do SBBA