LUCRO DO BANCO DO BRASIL CAI 47,2% NOS NOVE PRIMEIROS MESES DE 2025

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O Banco do Brasil registrou lucro de R$ 3,785 bilhões no 3º trimestre de 2025, resultado praticamente estável em relação ao trimestre anterior. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido ajustado somou R$ 14,943 bilhões, uma queda de 47,2% na comparação com igual período de 2024, quando alcançou R$ 28,317 bilhões.

O resultado foi impactado principalmente pela deterioração dos indicadores de risco da carteira, em especial no segmento agro. A inadimplência do agronegócio vem subindo de forma contínua, passando de 1,97% no 3º trimestre de 2024 para 5,34% no trimestre atual. Essa piora elevou de forma significativa o volume de provisões, pressionando diretamente o lucro. As despesas com Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) cresceram 48,7% em 12 meses, totalizando R$ 47,129 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.

Por outro lado, a carteira de crédito ampliada apresentou avanço de 7,5% em 12 meses — impulsionada pelas altas de 10,4% na carteira PJ, 7,9% na carteira PF e 3,2% na carteira agro. Já as receitas com tarifas bancárias e prestação de serviços recuaram 1,2%, somando R$ 25,978 bilhões nos primeiros nove meses do ano.

Redução de trabalhadores e aumento da pressão por metas

Ao final de setembro de 2025, o BB contava com 85.802 funcionários, uma redução de 1.299 postos de trabalho em 12 meses e de 157 somente no trimestre. Mesmo com o quadro mais enxuto, o banco apresentou índice de eficiência de 28,1%, o que indica intensificação do ritmo de trabalho e maior sobrecarga para os funcionários.

Na intenção de reverter a queda no lucro, a direção do BB tem pressionado os bancários por metas irreais, aumentando o volume de trabalho e levando muitos ao adoecimento. Esse ambiente prejudica tanto os trabalhadores quanto a qualidade do atendimento à sociedade.

Negociação sobre metas e contratações já está em pauta

Neste cenário de sobrecarga e redução de pessoal, já está acordada uma mesa específica para debater metas. O movimento sindical tem cobrando mais contratações, pois não é possível manter um banco público forte sem a valorização e ampliação no seu quadro de funcionários.

Fonte: Contraf

 

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