Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV neste domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a nova política de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil. Segundo ele, a medida corrige distorções históricas e enfrenta “privilégios de uma pequena elite financeira”, permitindo que milhões de brasileiros economizem até R$ 4 mil por ano.
Lula afirmou que a compensação não virá de cortes na saúde ou na educação, mas da taxação sobre os super-ricos — pessoas que recebem mais de R$ 1 milhão por ano e representam 0,1% da população. Cerca de 140 mil contribuintes passarão a pagar mais para aliviar a carga tributária da classe média e dos trabalhadores.
O presidente classificou a proposta como um passo decisivo para reduzir a “injustiça tributária”, destacando que, ao longo da história, a elite acumulou privilégios que resultam em menor tributação proporcional sobre rendas muito altas. Ele citou exemplos para ilustrar que proprietários de mansões, jatos e patrimônio no exterior pagam proporcionalmente menos IR do que profissionais como professores, policiais e enfermeiros.
Segundo a Receita Federal, a injeção de recursos adicionais no orçamento das famílias deve movimentar R$ 28 bilhões na economia em 2026, beneficiando comércio, indústria, serviços e estimulando a geração de empregos.
Lula também destacou avanços sociais recentes, como o fortalecimento do Bolsa Família, o Pé-de-Meia, o reajuste da merenda escolar, a expansão do acesso às universidades, o aumento do Plano Safra, o programa Luz do Povo e o Gás do Povo. Ele afirmou que essas políticas contribuíram para reduzir a desigualdade ao menor nível da história, embora o Brasil ainda permaneça entre os países mais desiguais do mundo, com 0,1% mais rico detendo 63% da riqueza nacional.