MERCADO FINANCEIRO REDUZ PERSPECTIVA PARA A INFLAÇÃO EM 2026

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Divulgado pelo Banco Central (BC), ontem (12), o Boletim Focus reduziu a previsão para a inflação em 2026, colocando a perspectiva para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%, ante 4,06% na semana passada e 4,10% há quatro semanas.

Utilizada como uma das principais justificativas para a manutenção do alto patamar da taxa básica de juros (Selic), a inflação demonstra controle e viés de redução, corroborando os números do ano anterior.

Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, menor inflação acumulada desde 2018 e abaixo do teto da meta (4,5%). Esses números permitiram novo corte nas projeções feitas pelos analistas de mercado no Focus e pressionam ainda mais o BC por um início de corte de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 27 e 28 de janeiro, ainda que os indicativos indiquem cortes efetivos na Selic somente a partir de março.

Já a expectativa de inflação para os anos seguintes permaneceu a mesma: 3,8% em 2027 e 3,5% para 2028 e 2029.

Juros, PIB e câmbio

Quanto à perspectiva para os juros em 2026, o Focus não trouxe mudanças em relação à semana anterior, ao apontar que a Selic deve fechar o ano em 12,25%. O mesmo acontece para 2027, mantido em 10,5% por um longo período, de 48 semanas.

Para 2028, houve um leve aumento de 9,75% para um cenário de 9,88% entre as semanas. E para 2029, ficou mantida a previsão de 9,5%.

Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), todas as expectativas do mercado foram mantidas. Nesse ponto, o Focus vem errando sistematicamente durante o governo Lula, o que torna previsíveis possíveis ajustes ao longo do ano, uma vez que a economia nacional vem apresentando sinais positivos mesmo com a política monetária restritiva mantida pelo BC com os juros elevados.

O relatório atual indica que o PIB deve encerrar o ano em 1,8%, o mesmo resultado observado para 2027. Já para 2028, o resultado é estimado em 2%, patamar mantido há 96 semanas, assim como para 2029, mantido há 43 semanas.

Sobre o câmbio, o dólar deve encerrar 2026 e 2027 em R$ 5,50, conforme os analistas, e 2028 em R$ 5,52. Para 2029, um pequeno aumento, agora R$ 5,57, ante R$ 5,56 da semana anterior.

Fonte: Vermelho

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