MANIFESTAÇÕES EM TODO O PAÍS CELEBRAM OS 165 ANOS DA CAIXA E DEFENDEM SEU PAPEL SOCIAL

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Empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal realizaram, em diversas cidades do país, manifestações em comemoração aos 165 anos do banco público, reafirmando o orgulho pela história da instituição e pela sua função social estratégica. Os atos também denunciaram os impactos do fechamento de agências, da redução do quadro de pessoal e das condições de trabalho impostas aos trabalhadores, além de cobrar o fortalecimento da Caixa como banco público a serviço da população.

Durante os atos, os trabalhadores também denunciaram os problemas relacionados ao Saúde Caixa. O movimento sindical defende o fim do teto estatutário de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o plano de saúde, garantindo o modelo de custeio 70/30 e a sustentabilidade do plano.

Outro ponto de crítica é o Super Caixa, programa de premiação da rede de varejo e atacado. Para os empregados, o modelo atual não reconhece o trabalho de forma justa, gera insegurança e desvalorização e impacta negativamente a motivação e o atendimento à população.

Função social indispensável

No contexto das políticas públicas, a Caixa tem papel central no desenvolvimento econômico e social do país. É o principal agente operador de programas como Bolsa Família, auxílio gás, FGTS, abono salarial, Pé-de-Meia, Minha Casa Minha Vida, Fies, além de atuar no fomento às atividades produtivas rurais, no microcrédito, no empreendedorismo, na gestão das Loterias, no acesso à moradia e na transferência de renda para milhões de brasileiros.

Em muitos municípios, especialmente nas regiões mais afastadas dos grandes centros, a Caixa é o único ponto de atendimento bancário, sendo essencial para a população que depende de serviços presenciais e não tem acesso à internet ou às plataformas digitais.

Fechamento de agências prejudica população e trabalhadores

Apesar de sua relevância social, a Caixa vem passando por um processo contínuo de fechamento de agências desde 2017, intensificado em 2024 e 2025, justamente em um período de retomada das políticas públicas sociais do governo federal, o que evidencia contradições na condução da estratégia do banco público.

Dados compilados pelo Dieese mostram que a Caixa perdeu 196 agências desde 2017, passando de 3.404 unidades em 2015 para 3.208 ao final de setembro de 2025, com forte aceleração em 2024 (–113 agências) e em 2025 (–50 até setembro).

Fonte: Contraf

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