A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, alcançando o menor nível de toda a série histórica iniciada em 2012. O resultado indica que cerca de 5,5 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho nos últimos três meses do ano, enquanto a população ocupada atingiu 103 milhões de pessoas, também um recorde histórico. Com esse desempenho no fim do ano, a taxa média anual de desemprego recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série. As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE.
O avanço da ocupação levou o total de pessoas trabalhando no país ao maior nível da série histórica, superando os 101,3 milhões registrados em 2024 e ficando bem acima dos 89,3 milhões observados em 2012. Outro indicador que reforça a melhora estrutural do mercado de trabalho foi o nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar — que chegou a 59,1% em 2025, também o maior valor já registrado.
A taxa anual de subutilização da força de trabalho recuou para 14,5% em 2025, o menor percentual da série. O contingente de pessoas subutilizadas caiu de 18,7 milhões em 2024 para cerca de 16,6 milhões no ano passado. Apesar da redução, o número ainda permanece acima do mínimo histórico registrado em 2014, antes dos impactos mais severos da crise econômica e da pandemia de Covid-19, período em que a subutilização chegou a ultrapassar 32 milhões de pessoas.
O crescimento do emprego foi acompanhado por ganhos expressivos de renda. O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com expansão de 7,5% na comparação anual.
Outro destaque de 2025 foi o avanço do emprego formal. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% em relação a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o maior contingente já registrado, com acréscimo de cerca de 1 milhão de empregados em um ano. Em sentido oposto, o total de empregados sem carteira assinada recuou levemente, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões. O número de trabalhadores domésticos também diminuiu, atingindo 5,7 milhões de pessoas.
A informalidade seguiu em trajetória de queda, com a taxa passando de 39,0% em 2024 para 38,1% em 2025. Ainda assim, o índice permanece elevado.
Texto: Brasil247