A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos da ONU sobre o Irã condenou ontem (4) os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o país e pediu o fim imediato das hostilidades.
Em declaração oficial, o organismo afirmou que a ofensiva viola o direito internacional e defendeu ações diplomáticas urgentes para conter a escalada militar.
“A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a República Islâmica do Irã condena veementemente os ataques contra o Irã realizados por Israel e pelos Estados Unidos da América”, diz o documento.
A missão fala que os ataques “contrariam a Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no último sábado uma ofensiva militar contra o país persa sem apresentar justificativas consideradas plausíveis por parte da comunidade internacional.
Desde então, o governo iraniano anunciou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de outras autoridades do país nos bombardeios realizados pelos dois países.
A missão afirma estar “consternada com o fato de que dezenas de autoridades iranianas foram mortas em ataques aéreos direcionados conduzidos por Estados Unidos e Israel” e ressalta que “a privação extrajudicial da vida não é um meio aceitável de fazer justiça segundo o direito internacional”.
A FFMI (na sigla em inglês) também criticou o bombardeio de uma escola na cidade de Minab. Segundo o documento, a missão está “profundamente chocada com relatos de que ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel atingiram escolas no Irã”.
“No incidente mais mortal e catastrófico desse tipo, um míssil teria matado mais de 150 estudantes e professores e ferido muitos outros ao atingir uma escola em Minab”, afirma o texto, acrescentando que “a grande maioria das vítimas aparenta ser de meninas entre sete e doze anos”.
Fonte: Vermelho