MANIFESTAÇÃO EM ITABUNA EXIGE IGUALDADE E PROTEÇÃO À VIDA DAS MULHERES

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Realizou-se, na manhã desta sexta-feira (06), na Praça Adami, um ato pelo Dia Internacional da Mulher. Este ano, o tema central da manifestação foi: “Pela vida das mulheres, contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1!”.

O evento reuniu diversas entidades e movimentos sociais, incluindo a CTB, Mulheres pela Democracia, Povo Sem Medo, Rede Feminista Cristiane, CRAM, Amurc, CONSEDAMI, Frente Brasil Popular e o Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região.

As falas das lideranças femininas focaram na urgência da luta contra o feminicídio, crime que, com frequência crescente, estampa as páginas dos noticiários locais e nacionais.

Dados alarmantes

No último ano, o Brasil registrou 6.904 ocorrências entre tentativas e casos consumados de feminicídio — um salto de 34% em relação ao levantamento anterior. Desse total, 2.149 foram assassinatos consumados, o que resulta em uma média de 5,89 mulheres mortas por dia.

Não é um problema geracional

Pesquisas recentes apontam que a “nova geração” de homens tem sido influenciada por discursos de ódio em ambientes digitais. Pesquisadores do Laboratório de Estudos de Feminicídios (LESFEM) alertam que esses grupos radicalizam jovens e até crianças, fortalecendo ideais de posse e misoginia que se traduzem em violência física e psicológica, especialmente na Geração Z e Millennials.

Educação como prevenção

A violência contra a mulher é o resultado de uma cultura perversa de relações de poder historicamente desiguais. Esses comportamentos de desvalorização e incentivo a submissão feminina, longe de desaparecerem, estão sendo repaginados e perpetuados entre os mais jovens.

Ações punitivas não serão suficientes. São necessárias ações preventivas sistemáticas, que passem pela educação de base — tanto no ambiente familiar quanto nas instituições de ensino — para combater o machismo estrutural que agora encontra novos canais de propagação entre as novas gerações.

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