CASOS GRAVES EM BH E ITABUNA ALERTAM SOBRE FALTA DE SEGURANÇA NO MERCANTIL

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A escalada da violência contra trabalhadores bancários tem gerado preocupação no movimento sindical. Recentemente, duas graves ocorrências — uma em Venda Nova, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), e outra na base territorial do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região (BA) — reafirmaram a urgência de melhorias imediatas nos protocolos de segurança e na proteção da integridade física e psicológica dos funcionários.

Itabuna

Na base de Itabuna, a falta de segurança também transformou em momentos de tensão para os trabalhadores. Na última quinta-feira, 25 de junho, um cliente visivelmente alterado iniciou uma série de agressões verbais e gritos contra uma bancária durante o atendimento. Elevando o tom de ameaça, o homem desferiu diversos tapas na mesa de forma extremamente agressiva, gerando um ambiente de total insegurança na unidade.

Diante do risco iminente de violência física, a Polícia Militar precisou ser acionada para conter a situação. Assim que tomaram conhecimento do fato, diretores do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região estiveram na agência para prestar apoio à trabalhadora e cobrar providências imediatas da direção do banco. O sindicato reforça que o ambiente de trabalho não pode ser um local de medo e exige medidas eficazes para que episódios como este não se repitam.

Belo Horizonte

O episódio em Itabuna soma-se ao registrado na última terça-feira (30) em uma agência do Banco Mercantil, em Venda Nova (BH). Na ocasião, um cliente irritado com o tempo de espera passou a circular pela agência tentando furar a fila. Ao ser orientado a aguardar sua senha, ele começou a gritar com um bancário, pegou uma cadeira e ameaçou arremessá-la contra o trabalhador. A agressão física só foi evitada porque outros funcionários intervieram. A Polícia Militar foi chamada, mas não compareceu ao local.

Na tentativa de acalmar os ânimos, uma gerente de contas chamou o homem para atendimento. O cliente, contudo, voltou a se exaltar, tomou o tablet da trabalhadora, ameaçou jogá-lo no chão e proferiu novas ameaças, obrigando a bancária a se afastar para se proteger. Colegas de trabalho precisaram intervir novamente. O homem ainda mexeu no computador da gerente, acusando-a de “pegar seu dinheiro”, antes de deixar a agência alterado em direção a outro banco da região.

O sindicato está de olho

O Sindicato segue acompanhando de perto os desdobramentos e reafirma a urgência por mais segurança nas agências. Episódios como estes são inaceitáveis e agravam a pressão que a categoria já sofre diariamente com o cumprimento de metas abusivas. Essa onda de violência se soma aos desafios diários já enfrentados pelos trabalhadores, gerando e provocando o adoecimento mental da categoria.

Fonte: Redação com Contraf

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