A discussão sobre o modelo de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) marcou a rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), e a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), realizada ontem 23/7, na sede administrativa do Passaré, em Fortaleza.
Em paralelo os bancários realizaram um Dia Nacional de Luta em várias cidades como: Aracaju, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro, Barreiras, Vitória da Conquista, Medeiros Neto, Jequié, Jacobina, Irecê e Ilhéus. Aqui em Itabuna, diretores do Sindicato se reuniram em protesto juntamente com os funcionários do BNB em frente a agência.
Impasse sobre a PLR concentra debate
Durante a negociação, os representantes dos funcionários ressaltaram que a PLR deveria ser o ponto central da rodada, diante do impasse apresentado anteriormente pela direção do banco. Na última reunião, o BNB informou que o modelo atual de distribuição ainda não contava com autorização para ser aplicado neste ano.
A direção do banco afirmou que a PLR dos últimos dois anos teve caráter histórico porque combinou a excepcionalidade da distribuição de 48% dos dividendos com os resultados expressivos alcançados pelo BNB. Segundo o banco, estão sendo feitos esforços para garantir a manutenção desse modelo, com expectativa de resposta positiva até o fim da campanha salarial.
Houve uma solicitação para que o debate sobre a PLR seja retomado após a divulgação do balanço semestral do BNB, prevista para ocorrer até o fim da primeira quinzena de agosto. Os números do semestre podem fortalecer a argumentação junto às instâncias governamentais pela autorização do modelo de distribuição.
Além da manutenção do modelo atual, os funcionários reivindicam o pagamento da PLR no primeiro dia útil após a publicação do balanço, a ampliação do montante de distribuição para 75% dos dividendos, o aumento do teto individual para sete salários e uma PLR Social linear de 7%. “Pelo papel social que o banco desempenha e por seu caráter de banco de desenvolvimento, o funcionário do BNB merece ser valorizado”, destacou Robson Araújo, coordenador da CNFBNB.
PCR volta à mesa de negociação
A Comissão Nacional voltou a questionar o banco sobre a tramitação da proposta de revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR). O BNB informou que há um empecilho legal para aprovação do plano neste ano em razão do período eleitoral, mas se comprometeu a apresentar às entidades sindicais as linhas gerais da proposta na próxima reunião. O banco também afirmou que segue envidando esforços para aprovar a proposta tão logo seja possível retomar o debate com as instâncias federais.
A CNFBNB defendeu ainda que o piso salarial seja equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese e cobrou que, para fins de promoção, sejam descontados apenas os dias de afastamento que ultrapassarem 180 dias, como ocorre atualmente na Caixa. Segundo Robson Araújo, a regra atual prejudica muitos trabalhadores, pois afastamentos por saúde a partir de 16 dias no ano já podem levar à perda da promoção.
A próxima rodada de negociação tem indicativo para o dia 6 de agosto, na sede administrativa do Passaré, em Fortaleza, e dará continuidade ao debate das cláusulas econômicas.
Fonte: Bancários Ceará