GOVERNO REMOVE 937 PERFIS DE INFLUENCERS E FLAGRA BETS EM ROUPAS INFANTIS

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O Ministério da Fazenda intensificou o cerco ao mercado de apostas online ao derrubar 937 perfis de influenciadores entre janeiro de 2025 e junho deste ano. O balanço, obtido pela Folha de S. Paulo, via Lei de Acesso à Informação, expõe a dimensão do assédio publicitário no setor: 803 contas promoviam plataformas clandestinas, enquanto 134 violaram as exigências do mercado regulado, provando que a fiscalização atinge tanto a pirataria quanto a má conduta de operadores licenciados.

Apesar da eliminação de mais de 50 mil sites ilegais com o apoio da Anatel, a operação pirata se sobressai pela alta capacidade de regeneração. Com custos de montagem estimados em R$ 10 mil, os operadores ilegais migram rapidamente de domínio e usam redes como Instagram, WhatsApp e Telegram para captar apostadores via influenciadores locais. Além do ambiente web, o governo removeu 243 aplicativos irregulares das lojas virtuais de Google e Apple no mesmo período.

Nesse cenário, o governo aposta em uma combinação de bloqueios tecnológicos, responsabilização de empresas e influenciadores, aplicação de multas e monitoramento contínuo da publicidade para reduzir o alcance das operações ilegais. A estratégia também busca consolidar um mercado regulado, no qual apenas empresas licenciadas possam atuar sob regras de proteção ao consumidor, transparência e prevenção aos riscos associados ao jogo, especialmente entre crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis à dependência.

A fiscalização acendeu o alerta máximo na proteção da infância e expôs práticas predatórias que o governo classifica como “intoleráveis”. Dos 102 processos de apuração instaurados contra 48 operadoras, 46 miram a exposição de menores — com flagrantes de logos de bets estampados em uniformes infantis e ofertas de palpites sobre torneios de base, como a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Em outra frente de desvio, a Fla.bet.br recebeu advertência por abrir cotações para eventos vedados, a exemplo do Conclave Papal de 2025 e das eleições no Canadá.

No ecossistema regulado, a Secretaria de Prêmios e Apostas abriu 86 processos sobre publicidade eletrônica, resultando em três multas aplicadas que somam R$ 4 milhões:
Blaze: Recebeu a maior sanção (R$ 2,3 milhões) por veicular anúncios em canal do YouTube com a participação de adolescentes.

ZeroUmBet: Antiga empresa ligada à influenciadora Deolane Bezerra, foi multada em R$ 596 mil por divulgar indevidamente sem possuir autorização do ministério enquanto operava apenas sob liminar judicial.
Segunda sanção: Uma penalidade de R$ 919 mil segue sob fase recursal sem detalhes divulgados.

Fonte: Vermelho

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