DESPESAS DO SAÚDE CAIXA CHEGARAM A R$ 4,39 BILHÕES EM 2025

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O Saúde Caixa encerrou 2025 com R$ 4,39 bilhões em despesas totais, valor mais de 22% superior aos cerca de R$ 3,59 bilhões registrados em 2024. Do total desembolsado no ano passado, R$ 4,29 bilhões foram destinados às despesas assistenciais, aproximadamente R$ 47 milhões às despesas administrativas e R$ 46 milhões ao Programa de Assistência Médica Supletiva (PAMS). Os dados constam do Relatório de Administração do Saúde Caixa 2025.

As receitas cresceram em ritmo bem menor. O plano arrecadou R$ 3,76 bilhões em 2025, cerca de 5% acima do registrado no ano anterior. Desse montante, aproximadamente R$ 2,06 bilhões vieram da Caixa, R$ 1,39 bilhão das mensalidades pagas pelos beneficiários e R$ 304 milhões das coparticipações.

A diferença entre as receitas efetivas e as despesas totais resultou em déficit operacional de R$ 627,8 milhões. Segundo o relatório, R$ 581,1 milhões em contribuições patronais incidentes sobre valores pagos em ações judiciais e acordos trabalhistas referentes a exercícios anteriores foram incorporados ao custeio do plano. Para completar a cobertura do déficit, foram utilizados cerca de R$ 46,7 milhões da reserva técnica. O saldo da reserva ao fim do exercício ficou em aproximadamente R$ 67,1 milhões.

Entre os fatores que pressionaram os gastos estão as internações, principal linha de custo do plano. Elas consumiram cerca de R$ 1,78 bilhão em 2025, alta próxima de 17% sobre o ano anterior. Os gastos conjuntos com medicamentos quimioterápicos, radioterapia e órteses, próteses e materiais especiais (OPME) chegaram a R$ 810,3 milhões, crescimento de 11,5%. Os medicamentos quimioterápicos tiveram alta de 36,4%. As despesas com terapias, por sua vez, aumentaram 18,2%, de R$ 226,3 milhões para R$ 267,6 milhões.

O envelhecimento da população coberta também aparece entre os fatores de pressão. Ao fim de 2025, 29,68% dos beneficiários tinham 60 anos ou mais. O custo assistencial anual per capita chegou a R$ 15.824,24, ante R$ 12.816,54 em 2024.

A carteira terminou dezembro com 273.462 beneficiários, sendo 127.475 titulares e 145.987 dependentes. Em dezembro de 2024, eram 275.897 usuários. A redução ocorreu principalmente entre os dependentes, cujo número caiu 2% no período, enquanto o total de titulares cresceu 0,5%.

É preciso olhar para esses dados e enfrentar as causas do crescimento dos custos. A resposta não pode se limitar a transferir esse aumento para os usuários do plano, nem depender de soluções pontuais e paliativas, como utilizar a reserva técnica para cobrir déficits recorrentes. A reserva é importante para a segurança financeira do Saúde Caixa, mas não substitui uma solução permanente para o equilíbrio do plano.

O Relatório de Administração 2025 reúne ainda informações detalhadas sobre utilização dos serviços, custos por linha assistencial, perfil dos beneficiários, rede credenciada, programas de saúde, gestão e indicadores econômico-financeiros.

Fonte: Contraf

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