CAIXA NÃO APRESENTA NOVA PROPOSTA PARA O SAÚDE CAIXA

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A rodada de negociações entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a Caixa Econômica Federal terminou sem a apresentação de uma nova proposta para o plano Saúde Caixa. O banco reconheceu a insatisfação da categoria com os modelos apresentados anteriormente e informou que decidiu aprofundar os estudos para construir uma alternativa mais viável e sustentável. A representação dos trabalhadores cobrou agilidade e reiterou a exigência de que a Caixa aumente sua participação financeira no plano.

A principal reivindicação da categoria é que a empresa volte a responder por 70% das despesas do Saúde Caixa, deixando os 30% restantes para os beneficiários, além da eliminação do teto de 6,5% da folha de pagamento que limita a contribuição do banco. Os representantes lembraram que a recente paralisação da categoria demonstrou o forte protesto dos empregados contra a transferência dos custos do plano e contra as atuais condições de trabalho.

Apesar da falta de definição sobre o plano de saúde, a negociação registrou avanços no programa de Saúde Integral. O banco apresentou propostas de ampliação de ações preventivas voltadas às saúdes cardiometabólica, mental e osteomuscular, além de acompanhamento para dependências. A empresa informou que pretende custear integralmente esses novos programas, sem repassar os custos para o Saúde Caixa. A representação dos trabalhadores avaliou as medidas como positivas, mas ressaltou a necessidade de combater os modelos de gestão que geram sobrecarga, pressão excessiva e riscos psicossociais no ambiente laboral.

No campo da diversidade, equidade e inclusão, houve convergência entre as partes para fortalecer as cláusulas do acordo coletivo. As medidas preveem a realização periódica do Censo da Diversidade, o combate a vieses inconscientes nos processos de promoção e seleção, além de capacitações para a alta gestão. A redação final desse ponto será ajustada conjuntamente pelas assessorias jurídicas.

Em relação aos empregados com deficiência (PCDs) e com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o banco propôs a simplificação e a padronização do fluxo de enquadramento e acompanhamento. Os trabalhadores aprovaram a desburocratização, mas cobraram maior agilidade na adaptação física dos postos de trabalho e avanços em pautas como a prioridade no teletrabalho e a redução da jornada de trabalho.

A proposta do banco também trouxe avanços nas licenças e ausências permitidas. Entre as novidades estão a retirada do limite de idade para o acompanhamento médico de filhos; a extensão do prazo de uso de licenças como paternidade e casamento para até 180 dias após o fato gerador; até três dias anuais para exames preventivos de câncer e HPV; e a criação de uma margem de horas para que o próprio empregado possa realizar consultas e exames sem a necessidade de compensação posterior.

As negociações específicas têm continuidade no período seguinte, com a representação dos empregados mantendo o foco na busca por uma solução para o financiamento do Saúde Caixa que preserve os princípios de solidariedade do plano sem sobrecarregar os trabalhadores.

Fonte: Contraf

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