O ASSÉDIO ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE DE TRABALHO

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Imagine trabalhar em uma empresa cuja rotina de trabalho se resume a cobranças excessivas pelo batimento de metas, ameaças de demissões e, até mesmo, restrições ao uso do banheiro. Infelizmente, as práticas são mais comuns do que se imagina e podem ser classificadas como assédio moral organizacional.

O termo é usado para caracterizar condutas abusivas enraizadas na própria estrutura de administração, gestão e cultura da empresa. Diferentemente de conflitos pontuais ou desentendimentos isolados entre chefia e funcionário, a violência atinge grupos inteiros de funcionários por meio de ferramentas corporativas, métodos de cobrança e padrões de funcionamento institucional.

Estipular objetivos, acompanhar resultados ou cobrar produtividade. Tudo isto faz parte da rotina legítima de qualquer atividade econômica. Os próprios especialistas afirmam. Mas, o limite é ultrapassado quando os resultados são exigidos com o uso de métodos degradantes, como exposição pública vexatória de equipes, ameaças recorrentes de dispensa, punições desproporcionais e humilhações sistemáticas durante reuniões de alinhamento.

O aumento das denúncias relacionadas a violência e assédio no trabalho comprova que a cultura organização precisa mudar. No primeiro semestre deste ano, 17.590 reclamações foram registradas, segundo dados do Ministério Público do Trabalho. Ano passado foram 21.882 contra 16.541 em 2024.

O trabalhador, vítima da violência organizacional, deve ficar atento para reunir provas que possam caracterizar e comprovar a prática. Mensagens de texto, e-mails corporativos, relatórios de produtividade, comunicados sobre metas, registros de reuniões e depoimentos de testemunhas são elementos importantes para fundamentar denúncias aos sindicatos, órgãos de fiscalização e canais institucionais competentes.
Fonte: SBBA

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