O primeiro turno das eleições de 2026 deixou um dado que precisa ser analisado com bastante atenção: 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Foi a maior abstenção em um primeiro turno de eleições gerais desde 1998, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O número revela uma parcela expressiva da população que, por diferentes razões, ficou distante da principal forma de participação política do país. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, recolocar esses eleitores no debate é um desafio para a democracia.
Mais do que cobrar o comparecimento, é fundamental dialogar sobre o que está em jogo. A escolha nas urnas tem relação direta com temas que afetam a vida cotidiana, como emprego, renda, direitos trabalhistas, serviços públicos, investimentos, saúde, educação e o papel do Estado na economia.
O cenário econômico também oferece elementos concretos para o debate. A taxa de desemprego chegou a 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo o IBGE, mantendo-se em patamar historicamente baixo. O governo Lula também retirou o país do Mapa da Fome novamente.
Da mesma forma, democracia e soberania nacional envolvem a capacidade do país de definir os próprios caminhos, proteger interesses estratégicos, preservar empresas e bancos públicos e decidir como a riqueza produzida nacionalmente será distribuída.
Para quem se afastou das urnas por descrença, frustração ou falta de identificação com a política, o desafio é mostrar que a ausência também produz consequências. Não votar significa abrir mão de participar de uma decisão que continuará afetando a vida de todos.
Fonte: SBBA