LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO INCLUI 82 NOVOS EMPREGADORES

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O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) atualizou a Lista Suja com a inclusão de 82 novos empregadores envolvidos em condições de trabalho análogo à escravidão. As empresas incluídas foram delatadas pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026, que identificou 533 trabalhadores e trabalhadoras em sofrimento. Atividades econômicas relacionadas à serviços rurais e domésticos acumulam os maiores registros.
Na Bahia, oito ocorrências foram identificadas, ficando atrás apenas de Minas Gerais, com 19 casos.
Amazônia e Maranhão aparecem em seguida, com 6 ocorrências cada. Além destas, outros 17 estados foram incluídos na relação.

O objetivo da Lista Suja é dar transparência às ações fiscais realizadas pelo MTE e ainda servir como ferramenta pública de pressão contra a prática, além de expor as empresas criminosas a fim de alertar trabalhadores e instituições. A atualização da lista ocorre semestralmente e os nomes incluídos permanecem na relação por dois anos.
Em operação recente do MTE, 479 trabalhadores em condições exploratórias foram resgatados. Entre eles, 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes e 66 imigrantes. De acordo com o órgão, somente no ano passado, 2.772 trabalhadores foram resgatados de situações análogas à escravidão e de situação de tráfico de pessoas no país.

A Contrae (Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo) recentemente emitiu a Carta-Compromisso contra o trabalho escravo, que propõe a erradicação da prática como prioridade de futuros governos e uma série de orientações quanto ao acolhimento das vítimas.
Inicialmente, a carta ficou disponível para assinatura até o dia 28 de setembro e foi prontamente aderida pelo presidente Lula, atualmente na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais. A assinatura de seu adversário, Flávio Bolsonaro, não aparece na carta desde antes da finalização do prazo e até agora.

Fonte: SBBA

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