UMA CONQUISTA QUE A LUTA DOS BANCÁRIOS MANTÉM VIVA

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Há direitos que entram em uma norma e outros que carregam a história de uma categoria inteira. Os 14º e 15º salários dos bancários da Bahia e de Sergipe são um desses símbolos. Ontem (08/10), a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho Aditiva garantiu a manutenção das gratificações semestrais até agosto de 2028, reafirmando uma conquista construída e preservada ao longo de décadas de mobilização.

A assinatura, realizada em Aracaju. A cidade foi escolhida porque Sergipe, juntamente com Bahia, Paraíba e Rio Grande do Sul são as quatro bases que desfrutam da chamada gratificação semestral.

Pagas em janeiro e julho, equivalem, cada uma, a um salário mensal e representam importante reforço na renda dos trabalhadores bancários. Porém, o maior valor está na história que carregam: a prova de que direitos não são presentes dos bancos, mas sim resultado da organização e da luta coletiva.

A permanência do benefício voltou a ser colocada em disputa. A Fenaban tentou retirar a conquista, mas encontrou resistência das entidades que integram o Comando Nacional dos Bancários. Cada pagamento carrega, portanto, a marca de uma categoria que decidiu não abrir mão do que conquistou.

Os 14º e 15º salários são, hoje, mais do que uma gratificação: são memória viva da capacidade de luta dos bancários. A assinatura, nesta quinta-feira, preserva este legado por mais dois anos e mostra que conquistas históricas só permanecem quando existe organização para defendê-las. Em tempos de ataques aos direitos trabalhistas, a história dos bancários dos quatro estados deixa um recado claro: direito conquistado se defende com luta.

Fonte: SBBA

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