Cerca de R$ 200 bilhões em cortes sobre direitos sociais, incluindo educação, saúde e direitos para aposentados e pensionistas do INSS. Esse continua sendo um dos objetivos do plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro.
Publicamente, o candidato nega essas medidas. No entanto, apurações divulgadas na última quinta-feira (8) pelo jornal Folha de S.Paulo revelam que, em reunião com investidores, os coordenadores de sua campanha continuam defendendo a desvinculação das aposentadorias do INSS e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) dos ganhos reais do salário-mínimo, como forma de enxugar os gastos do Estado.
Entre os nomes por trás das diretrizes econômicas de Flávio Bolsonaro, está o do deputado Rogério Marinho (PL-RN), um dos maiores entusiastas do fim da política de valorização real do salário-mínimo e da desindexação das aposentadorias e outros benefícios do INSS do aumento do salário-mínimo.
Em 2017, na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho foi o relator do projeto de Reforma Trabalhista, de autoria do então governo Michel Temer, e que reduziu direitos dos trabalhadores. No governo Jair Bolsonaro (2019-2022), assumiu o posto de secretário Especial de Previdência e Trabalho, se tornando um dos principais articuladores da reforma que acabou com a aposentadoria por tempo de contribuição, além de outros direitos.
Fonte: SBBA