Enquanto os brasileiros concentram as atenções no segundo turno das eleições, em uma disputa que envolve o futuro da democracia e da soberania nacional, uma nova ameaça surge no cenário internacional. Nos Estados Unidos, Donald Trump, aliado político da família Bolsonaro, avalia uma escalada militar contra o Irã que pode agravar ainda mais o conflito no Oriente Médio e no mundo.
Segundo reportagem da CNN, o Exército norte-americano elaborou planos que incluem o possível uso da chamada “mãe de todas as bombas”, a maior arma não nuclear do arsenal dos EUA. O explosivo poderia atingir instalações energéticas e nucleares, ampliando o risco de mortes de civis e de uma catástrofe humanitária.
A ameaça acontece em um momento de forte desgaste político de Trump, às vésperas das eleições legislativas de novembro. Pesquisa do Pew Research Center aponta aprovação de apenas 30% ao presidente. A guerra, a disparada dos combustíveis e o aumento do custo de vida aprofundam a crise nos EUA e pressionam o Partido Republicano.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, sob o argumento de impedir o desenvolvimento de armas nucleares. A justificativa lembra a invasão do Iraque, em 2003, sustentada por acusações sobre armas de destruição em massa que nunca foram encontradas.
Por trás da disputa, estão interesses geopolíticos e econômicos, especialmente o controle das rotas de petróleo. A guerra provoca consequências muito além das fronteiras iranianas, pressionando os preços da energia e a economia mundial. Mais uma vez, a população civil é quem paga o preço.
Fonte: SBBA