ALTA NO GÁS DE COZINHA É UM ATAQUE AO POVO

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O gás de cozinha (GLP), a gasolina e o diesel vão pesar ainda mais no bolso dos brasileiros a partir desta terça-feira (6). Um novo reajuste anunciado pela Petrobras elevará ainda mais os preços nas distribuidoras. O gás de cozinha, por exemplo, terá um aumento médio de R$ 0,20 por kg, uma vez que o preço médio de venda do GLP passará a ser de R$ 3,60 por kg; já nos combustíveis, o litro da gasolina foi reajustado para R$ 2,69 e o do diesel para R$ 2,81, refletindo reajustes médios de R$ 0,16 e R$ 0,10 por litro, respectivamente.

Este é o oitavo aumento no preço dos combustíveis desde janeiro. “O Brasil voltou a ser o país da inflação! Até quando?”, questionou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

Os deputados questionam a atual política de preços da Petrobras, fruto do pós-golpe. À época, Michel Temer alterou a política de preços para um conceito conhecido como “paridade de importação”, que calcula quanto custaria a venda, no mercado brasileiro, de combustível comprado nos Estados Unidos. A ação de Temer foi fundamental para agradar o mercado financeiro e promover a alta do preço dos combustíveis, além do gás de cozinha, sacrificando ainda mais a renda do brasileiro. No entanto, à época, a medida era “vendida” como alternativa para baixar o preço dos combustíveis, o que não tem sido visto, na prática.

A vice-líder da Oposição, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), avaliou o impacto do novo reajuste na vida população mais carente. “Mais uma para a conta do brasileiro! Há uma semana, a tarifa extra da conta de luz ficou 52% mais cara. Agora, mais uma vez, os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha subiram. Pelo andar das coisas a energia elétrica vai ser substituída por velas e o gás de cozinha, por fogão a lenha. E isso não é nada bom. Até onde vai a falta de sensibilidade do desgoverno Bolsonaro?”

A Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”, mas que se mantém alinhada ao mercado internacional.

Fonte:Vermelho

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