Planejamento 2021: Resistência e luta em tempos de Covid

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Com o objetivo de traçar os planos de ação para o ano vigente, o Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região se reuniu em plataforma virtual. Além de discutir as pautas oriundas das diversas secretarias da entidade, os diretores puderam conversar com o secretário geral da Federação da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza.

“O Sindicato dos Bancários de Itabuna é um dos mais bem organizados da Federação Bahia/Sergipe e possui uma militância experiente e com referência na cidade. Fico muito feliz em compartilhar experiências com companheiros de tantas lutas”, declarou Emanoel.

Seguindo o pedido da diretoria, Emanoel fez um apanhado internacional e nacional da conjuntura política. Segundo o secretário geral da Federação, as eleições municipais podem dar um norte de como se encontra a luta política no país.

“Nas eleições, quem saiu fortalecido foi o Centrão que, do ponto de vista eleitoral, foi o quem mais conseguiu eleger seus candidatos. Das 20 maiores cidades da Bahia, a maioria tem um candidato de direita eleito”, afirmou.

Do ponto de vista do Movimento Sindical, Emanoel fez uma importante analogia: “Costumo dizer que estamos numa cidade cercada e sob ataque de artilharia permanente. Não passa um dia que nós não tenhamos vários problemas, e eles (o governo), continuam a passar a boiada. Tudo o que acontece, o movimento sindical responde, mas ao mesmo tempo há outra bomba vinda do outro lado”, declarou.

“As tentativas de privatização das estatais, como Banco do Brasil, Eletrobrás, dentre outros, são exemplos de ações que são verdadeiros ataques ao patrimônio nacional”, afirmou.

Luta e Resistência

Para o dirigente, a saída para essa enrascada é a resistência. “O que vejo para todo o movimento é a necessidade de se organizar, de resistir, de lutar. Não tem como assistirmos de braços cruzados tamanha truculência com o patrimônio brasileiro e não resistirmos”.

Após a fala de Emanoel, os diretores discutiram sobre os temas levantados e começaram o debate sobre a realidade da pandemia na região, em especial, sobre as condições de trabalho nas agências de nossa base.

“Este será mais um ano atípico em nossas atividades, mas estamos trabalhando para atender à todos os nossos colegas nas demandas cotidianas. Por isso, é necessário que haja um melhor engajamento e, como bem destacou Emanoel, o momento agora é de determinação, de espírito de luta, de resistir”, afirmou Jorge Barbosa, presidente do Sindicato.

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