O assédio moral no ambiente de trabalho consiste em comportamentos repetidos de abuso psicológico, desvalorização, humilhação, intimidação, isolamento, exposição ou constrangimento que prejudicam a integridade e a dignidade do funcionário. Normalmente, o assédio moral é perpetrado por superiores hierárquicos, como chefes, que utilizam linguagem depreciativa, gritam, fazem piadas inapropriadas ou estabelecem metas abusivas.
Essas situações de violência no trabalho não apenas têm efeitos imediatos prejudiciais, mas também podem desencadear transtornos mentais graves, incluindo burnout, estresse e depressão, que são algumas das principais causas de afastamento dos trabalhadores nas empresas.
Segundo o Tribunal Superior do Trabalho, os bancários no Brasil estão entre os mais afetados pelo assédio moral, e os bancos são as instituições que mais praticam esse tipo de abuso. Em um caso recente, o Santander foi condenado a pagar uma indenização de R$ 275 milhões por danos morais coletivos devido a metas abusivas, problemas de saúde mental e assédio moral. A decisão judicial também determinou que o banco não adote metas abusivas nem permita que seus gestores pratiquem assédio moral.
Nesses casos, é crucial que o trabalhador não se sinta intimidado e denuncie a situação ao sindicato. O sindicato está disponível para oferecer todo o apoio necessário ao bancário afetado.