A COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Santander, juntamente com outras entidades representativas dos trabalhadores, denunciou, em audiência pública na Câmara dos Deputados, ontem (03/07), a terceirização fraudulenta no banco.
A discussão girou em torno da substituição de postos de trabalho típicos de bancários por terceirizados, em evidente desrespeito à legislação trabalhista e aos direitos conquistados pela categoria ao longo dos anos. O Santander foi convidado, no entanto, declinou, através de uma carta genérica enviada à Câmara.
Foi apontado enfaticamente que as condições de trabalho têm sido precarizadas, com perda de garantias previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e nas convenções coletivas. Os relatos dos dirigentes sindicais destacaram que a modalidade, longe de ser ocasional, faz parte da estrutura financeira da organização, atingindo diretamente as funções consideradas atividades-fim, o que contraria decisões da Justiça do Trabalho.
Segundo os representantes dos trabalhadores que estiveram presentes, o banco utiliza a estratégia de dividir a categoria para fragilizar a organização sindical e reduzir custos em nome da ampliação dos lucros.
Durante a audiência, o MPT (Ministério Público do Trabalho) reforçou que há indícios concretos de fraudes na forma como o modelo tem sido aplicado e defendeu que o Congresso Nacional assuma um papel mais incisivo na fiscalização e regulamentação destas práticas. Importante dizer que a situação tem acontecido em outros bancos.
Fonte: SBBA