MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA EM BRASÍLIA REFORÇA LUTA CONTRA 6×1 E POR DIREITOS

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Trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil se reuniram, ontem (15), em Brasília, para a Marcha da Classe Trabalhadora, que tomou a Esplanada dos Ministérios, seguindo até o Congresso e o Palácio do Planalto.

Horas antes, na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat 2026), o movimento aprovou pauta de reivindicações que inclui o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho em plataformas digitais, o combate à pejotização e a luta contra o feminicídio.

Um dos pontos mais relevantes da pauta de reivindicações, o fim da escala 6×1 foi encampada por trabalhadores, sindicatos, centrais e parlamentares e ganhou força nos últimos anos. Um passo fundamental para sua implantação foi dado na terça (14), quando Lula encaminhou ao Congresso Nacional, em regime de urgência, projeto de lei do Executivo estabelecendo o fim desse regime de trabalho, sem redução salarial.

O texto se assemelha ao da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), o PL 67/2025, que está em análise na Comissão de Trabalho da Câmara. A justificativa do Planalto para apresentar um projeto alternativo foi a de acelerar a tramitação do tema no Congresso e reduzir o lobby do setor patronal.

Pelos direitos dos trabalhadores

Além desta reivindicação, a Conclat 2026 estabeleceu outras 68 propostas, dentre as quais estão a luta por geração de emprego decente com base no desenvolvimento produtivo; por valorização do salário mínimo com meta de 60% do salário médio; o fortalecimento e autorregulação dos sindicatos; a revogação e revisão de marcos regressivos trabalhistas e previdenciários; o fortalecimento das negociações e dos acordos coletivos; a regulamentação do trabalho em plataformas digitais; o combate à pejotização e às fraudes trabalhistas e as campanhas contra o feminicídio.

Fonte: Vermelho

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