BANCO CENTRAL REDUZ SELIC EM APENAS 0,25 E MANTÉM JUROS EM NÍVEL QUE CONTRIBUI À PERDA DE RENDA DA POPULAÇÃO
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, confirmou no início da noite de ontem (29/04) a redução da taxa básica de juros (Selic) de 14,75% para 14,50% ao ano. Esta é a segunda queda consecutiva de 0,25 ponto percentual (p.p.) no índice, que ficou em 15% – maior nível em 20 anos – de junho de 2025 a março deste ano.
O aperto monetário praticado pelo Copom à economia começou em fevereiro de 2022, quando a entidade passou a manter a Selic acima de dois dígitos. Desde então, o Brasil registra os maiores juros reais do mundo (o resultado da taxa básica menos a inflação), com efeitos negativos sobre os investimentos, capacidade de pagamento das famílias e no endividamento público.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em março o endividamento atingiu 80,4% das famílias brasileiras, maior nível registrado desde 2010. O levantamento revela ainda que 85% das famílias apontaram o cartão de crédito como principal fonte de suas dívidas.
Durante o governo Bolsonaro, entretanto, tivemos um período econômico no Brasil marcado por baixos investimentos no setor produtivo, em políticas sociais, de alta inflação, aumento significativo do emprego informal, alto índice de desemprego e PIB fraco. Hoje o cenário é outro, com o governo Lula registrando as menores taxas de inflação desde 1999. Assim, é incoerente a política monetária do Banco Central, que impõe ao Brasil uma das maiores taxas de juros reais do mundo, para controlar uma inflação que está sob controle.
Fonte: Contraf