SOBREVIVER VIROU ROTINA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS

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Trabalhar deixou de ser apenas uma atividade produtiva para se tornar um exercício diário de sobrevivência. Estudo da startup de saúde corporativa brasileira healthtech Starbem, revelou que 72% dos brasileiros atuam em níveis elevados de tensão, em um estado permanente de alerta que compromete a capacidade de descanso, a saúde mental e até mesmo o desempenho profissional. O levantamento aponta que o esgotamento deixou de ser uma condição temporária para se transformar em um padrão de funcionamento cada vez mais presente na vida dos trabalhadores.

Os impactos são profundos. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados afirmam dormir mal ou muito mal, enquanto apenas 13% consideram a qualidade do sono boa ou excelente. O estado constante de preocupação afeta áreas do cérebro responsáveis pelo planejamento, raciocínio estratégico e empatia, gerando um ciclo de desgaste que ultrapassa o ambiente de trabalho e alcança as relações familiares e sociais.

O estudo também desmonta a ideia de que mais pressão resulta em mais produtividade. A ansiedade crônica pode triplicar o tempo necessário para executar tarefas simples devido à chamada “névoa mental”, fenômeno que reduz a capacidade de concentração e tomada de decisão. O resultado é o aumento do presenteísmo: trabalhadores que comparecem ao serviço, mas atuam muito abaixo de seu potencial por causa do esgotamento físico e emocional.

Os dados reforçam um alerta que o movimento sindical tem feito há anos: sem condições dignas de trabalho, jornadas equilibradas e políticas efetivas de proteção à saúde mental, o adoecimento da classe trabalhadora tende a se aprofundar. Em um cenário de cobranças cada vez maiores e descanso cada vez menor, cuidar da saúde dos trabalhadores deixou de ser apenas uma questão de bem-estar e passou a ser uma necessidade urgente.

Fonte: SBBA

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