Após o Bradesco demitir mais uma bancária, o Sindicato dos Bancários realiza uma manifestação com paralisação na manhã desta segunda-feira (29/06) até ás 12h. Como o ato foi programado para durar até as 12h — horário previsto para o encerramento do expediente bancário no dia de hoje —, as portas da agência do Bradesco não serão abertas ao público.
O protesto denuncia a postura intransigente do banco, que continua cortando postos de trabalho mesmo diante de resultados financeiros estratosféricos. Somente no primeiro trimestre de 2026, a instituição financeira lucrou a impressionante marca de R$ 6,811 bilhões, um salto de 16,1% em relação ao ano anterior, provando que as demissões não passam de ganância para inflar o bolso de acionistas à custas do desemprego.
A política de cortes do Bradesco tem deixado um rastro devastador de desespero e desmonte estrutural. Em apenas 12 meses, o banco eliminou 3.017 postos de trabalho e encerrou as atividades de 346 agências físicas por todo o país. Esse enxugamento agressivo sobrecarrega as unidades que permanecem abertas prejudica drasticamente pais e mães de família e os transforma em meros números descartáveis de um balanço contábil corporativo.
Para quem fica, o ambiente de trabalho dentro das agências virou um cenário de puro terror psicológico. Os bancários enfrentam cobranças abusivas e diárias por metas inatingíveis, uma pressão desumana que tem gerado um surto de adoecimento mental na categoria, com explosão de casos de Síndrome de Burnout, depressão e crises de pânico. O ato liderado pelo sindicato nesta segunda-feira reforça que a categoria não aceitará calada essa engrenagem moedora de gente, que adoece o trabalhador, destrói o emprego e lucra bilhões.