Ontem, 14 de julho, o sindicato recebeu a triste notícia de mais um bancário demitido pelo Bradesco. De forma cruel, o banco usa a desculpa de produtividade, algo injustificável quando se analisa o número de demissões. De janeiro de 2025 a julho de 2026, o Bradesco demitiu 13 trabalhadores na base do sindicato.
Diante do número assustador de demissões, fica evidente que o problema não está no corpo de funcionários, e sim em um plano de reestruturação que tem como objetivo diminuir o número de bancários, sem a mínima responsabilidade. Essa atitude se torna ainda mais injustificável se observarmos os lucros do banco, que alcançou astronômicos R$ 6,811 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026.
Neste cenário, o Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região realiza, na manhã desta quarta-feira, 15, uma manifestação e paralisação na agência Itabuna. O Sindicato exige que o banco pare imediatamente com as demissões arbitrárias e o fechamento de agências.
O problema é nacional
Essa atitude do banco não se resume apenas a Itabuna; essa é uma política nacional. Nos últimos anos, a redução do quadro de funcionários tem sido alarmante. Segundo dados do Dieese, mais de 7,5 mil postos de trabalho foram fechados em cinco anos, sendo 3.539 demissões desde março de 2024 e 1.923 apenas em 2025.
Já em 2026, o Bradesco eliminou 1.747 postos de trabalho especificamente no primeiro trimestre. Apenas entre janeiro e março deste ano, o total de funcionários do banco recuou para 80.348 empregados. Na nossa região foram fechados agências e postos de atendimento nas seguintes localidades: Itajuípe, Coaraci, Pau Brasil, Firmino Alves, Itaju do Colônia, São José da Vitória, Jussari, Arataca e Almadina.
O sindicato repudia veementemente a atitude irresponsável e desumana do banco e continua na luta para frear as demissões e o fechamento de agências. Estaremos sempre ao lado daqueles que produzem a riqueza, reafirmando nosso compromisso com a defesa dos empregos, da dignidade e dos direitos do trabalhador.