DEPOIS DE AFRONTAR, FENABAN PROMETE PROPOSTA PARA O DIA 13

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Após o absurdo que foi criticar as cláusulas da pauta da categoria bancária, e ser prontamente rebatida pelo Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) prometeu apresentar uma proposta geral para todas as reivindicações na próxima negociação, agendada para o dia 13 de agosto.

Na sexta rodada de negociação, ontem (04/08), a Fenaban sugeriu ainda que a Participação nos Lucros e Resultados não deveria ser reajustada, já que os bancos possuem programas próprios de remuneração variável. O Comando deixou claro que não há relação entre a PLR e os programas. Além disto, não abre mão do benefício histórico.

Aquela velha frase “banqueiro não tem coração, tem cofre” faz cada dia mais sentido. No ano passado, os cinco maiores bancos registraram lucro de R$ 124 bilhões. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os ganhos chegaram a R$ 29,8 bilhões. O patrimônio líquido ficou em R$ 1,2 trilhão. Para ter dimensão da grandeza, o valor é 25 vezes maior do que a soma dos dois setores mais rentáveis do país, (eletroeletrônica e mecânica), cujo total foi de R$ 48 bilhões.

Com tanto dinheiro acumulado, negar reivindicações justas para quem ajuda a alcançar os resultados estratosféricos não tem justificativa senão a crueldade. A categoria reivindica reajuste de 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e nas demais verbas econômicas.

Hoje, o valor diário do tíquete refeição do bancário é de R$ 53,33, abaixo do preço médio da refeição cobrado nas principais capitais do Brasil. Vale frisar que, nos últimos anos, sobretudo no governo Bolsonaro que arrochou o quanto pôde, a inflação dos alimentos, dentro e fora do domicílio, foi elevada. Portanto, os bancos podem e devem recompor o poder de compra dos vales da categoria.

Apesar dos ganhos do setor serem crescentes, os pagamentos para os trabalhadores vão em direção oposta. No início das negociações da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), em 1995, Bradesco e Itaú distribuíram 14% da lucratividade aos funcionários. Já em 1997, o percentual caiu para 10%. Tempos depois, em 2025, os três maiores bancos privados do país distribuíram, entre 5,4% e 7,1% do lucro líquido. Embora a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) determine que as empresas distribuam até 15% dos lucros, no ano passado apenas a Caixa alcançou o patamar e o BB se aproximou, com 11%.

A política realmente é de cortes. Desde 2016 as despesas de pessoal (salário, PLR, VA/VR e outros itens de remuneração) caíram 7%. Se for separar a PLR da conta, a redução foi de 11%. Mesquinharia.

Propostas para mulheres 
Na rodada de ontem (04/08), a Fenaban levou a consultora Carolina Cavenaghi, fundadora da Fin4She, iniciativa voltada à qualificação e ao fortalecimento da presença feminina no mercado financeiro. Ela abordou propostas de desenvolvimento e recolocação profissional para mulheres no setor bancário.

Embora importante, a iniciativa não resolve o problema de sub-representação das mulheres nos cargos de liderança. Para o Comando, a Fenaban precisa apresentar um plano de ação que corresponda às demandas por mais contratação, igualdade de oportunidade, ascensão na carreira e salários iguais entre homens e mulheres.

Fonte: SBBA

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