BANCO CENTRAL CORTA SELIC PARA 14% AO ANO, MAS CRÉDITO SEGUE CARO NO PAÍS

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Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano. Este foi o quarto corte consecutivo, motivado pela desaceleração da inflação — com o IPCA-15 de julho em 0,06% e o acumulado em 12 meses caindo para 4,52% — e por sinais de arrefecimento na atividade econômica.

Apesar da queda, o patamar de 14% ao ano mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais e garante que o custo do dinheiro continue elevado para consumidores e empresas. Modalidades como financiamentos imobiliários, de veículos e empréstimos pessoais permanecem caras, limitando investimentos e consumo. Por outro lado, investimentos em renda fixa atrelados à Selic e ao CDI, como Tesouro Selic e CDBs, seguem bastante atrativos.

A instituição manteve a cautela quanto aos próximos passos e evitou antecipar novos cortes na taxa de juros. Segundo a autoridade monetária, o ritmo das reuniões futuras dependerá da trajetória contínua da inflação em relação às metas do Conselho Monetário Nacional (CMN), além do monitoramento dos riscos no cenário internacional e do comportamento geral da economia brasileira.

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