Nesta segunda-feira (10), diversas cidades brasileiras sediaram o Dia Nacional de Mobilização pela redução da jornada de trabalho no país. Promovido por centrais sindicais, entidades de classe e movimentos populares, o movimento tem como objetivo central pressionar o Congresso Nacional a acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à exaustiva escala 6×1, garantindo o direito ao descanso semanal sem redução de salário.
Em Itabuna, a mobilização concentrou-se na Praça Adami na parte da manhã. O ato reuniu dirigentes e integrantes do SINTRATEC, da União da Juventude Social (UJS), da Pastoral, da ASSUFBA, do SINDACS/ACE, do Sindicato dos Bancários de Itabuna, do Conselho de Mulheres, do Sindicato dos Comerciários de Itabuna e do Sindicato dos Bancários de Ilhéus.
Os manifestantes dialogaram com a população local, ressaltando o impacto direto da mudança nas condições de vida da classe trabalhadora itabunense, especialmente daqueles empregados no comércio e no setor de serviços.
A pauta ganha força em um momento decisivo dentro do Poder Legislativo. Após obter vitória e ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, a PEC 221/2019 avançou para o Senado Federal. O texto em análise estabelece a transição da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de folga a cada cinco trabalhados. No momento, as entidades pressionam a presidência do Senado para que a matéria seja incluída na ordem do dia e votada em Plenário de forma definitiva.
Os ganhos para a sociedade vão além das conquistas trabalhistas diretas. A transição para a escala 5×2 é apontada por especialistas como um passo fundamental no combate à fadiga crônica, à síndrome de burnout e aos acidentes de trabalho decorrentes do esgotamento físico. Além do alívio na saúde mental, o tempo adicional de descanso possibilita a convivência familiar, a busca por qualificação profissional e o acesso ao lazer, além de criar estímulos para a geração de novos postos de trabalho no mercado formal mantendo a estabilidade financeira dos trabalhadores.