Em um momento em que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) propõe dizimar as conquistas trabalhistas e chegou a dizer que trabalhador e patrão têm de negociar diretamente questões como jornada e remuneração, uma notícia que eleva a importância da negociação coletiva, capitaneada pelas entidades sindicais. Em setembro, 84,7% das negociações salariais garantiram reajustes acima da inflação, inclusive os bancários.
De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), do total de negociações, 9,1% resultaram em reajustes equivalentes à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), já 6,2% ficaram abaixo do indicador. O ganho real médio foi de 1,08%, maior do que os 0,80% registrados em setembro de 2025.
O levantamento aponta ainda que apenas 1,2% dos reajustes foram parcelados. Em agosto, eram 2%. Já os reajustes escalonados, aplicados de maneira diferenciada conforme a faixa salarial dos trabalhadores ou o tamanho das empresas, representaram 17,4% das negociações.
Os números mostram que a organização e o poder de negociação dos sindicatos são importantes para trazer ganhos para as categorias. O cenário atual é bem diferente do vivido pelos trabalhadores nos governos Temer e Bolsonaro, quando os direitos foram retirados e as leis trabalhistas, flexibilizadas.
Fonte: SBBA