Por meio do crédito, do financiamento à produção, do investimento e gestão de políticas públicas, os bancos públicos podem impulsionar o crescimento, gerar empregos e reduzir desigualdades. Mas também podem atuar prioritariamente em favor dos próprios lucros, concentrando recursos e restringindo o acesso ao crédito.
A diferença ajuda a compreender o que está em jogo na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. A eleição coloca em confronto visões distintas sobre o papel do Estado, a atuação das instituições financeiras públicas e as prioridades da política econômica.
No governo Lula, BBl, Caixa e BNDES têm papel estratégico no financiamento da agricultura, da habitação, da infraestrutura e dos pequenos negócios. São instrumentos que permitem direcionar recursos para setores fundamentais ao desenvolvimento, estimular a atividade econômica e ampliar oportunidades para a população.
Uma política econômica orientada prioritariamente pelos interesses do mercado financeiro, como defende Flávio, pode privilegiar a rentabilidade, a contenção dos gastos públicos e a redução da presença do Estado. Caso propostas de privatização avancem, o país corre o risco de perder parte da capacidade de utilizar os bancos públicos para executar políticas de desenvolvimento e atender segmentos menos favorecidos pelo sistema financeiro privado.
Para os bancários, o resultado também tem consequências diretas. O modelo de atuação dos bancos influencia a abertura e o fechamento de agências, a realização de concursos, a manutenção de empregos, as condições de trabalho e a qualidade do atendimento.
Fonte: SBBA